Não idolatro rostos que abandonam
Deixarei que partam
Encherei um navio de emigrantes
os que negaram, os que fugiram
os que sufocaram e calaram
Todos, todos convocados
para o navio fantasma
Todos, todos vão embora
Velhos desde o império
Gordos homens sobre cavalos
e mulheres muito tristes
Odeio loucamente essa parede
onde eles jazem
Muros contra minha liberdade
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Invasão ibérica
A Espanha e seus campos de girassóis
suas oliveiras, seus rios
seus árabes e catedrais
aportaram em mim e te querem
Todas as forças de sua arquitetura
suas casas mediterrâneas, suas torres medievais
as touradas sangrentas de Sevilha
os ciganos incríveis de Granada
Por todo lado essa prece:
O meu amor é esse país inteiro te esperando
suas oliveiras, seus rios
seus árabes e catedrais
aportaram em mim e te querem
Todas as forças de sua arquitetura
suas casas mediterrâneas, suas torres medievais
as touradas sangrentas de Sevilha
os ciganos incríveis de Granada
Por todo lado essa prece:
O meu amor é esse país inteiro te esperando
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Burka
Cecília Costa, ArtRio/2011
Essa estrangeira sem nome, sem rosto, sem riso
disfarça, mas me olha, de dentro do seu abismo
Ela viaja comigo: sombra calada, monja
meio fantasma, meio ferida
Sobrevivente de nada, queimada, ardida
Sob véus calcada, sob véus contida
Me prendendo também
em sua cripta
Essa estrangeira sem nome, sem rosto, sem riso
disfarça, mas me olha, de dentro do seu abismo
Ela viaja comigo: sombra calada, monja
meio fantasma, meio ferida
Sobrevivente de nada, queimada, ardida
Sob véus calcada, sob véus contida
Me prendendo também
em sua cripta
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