domingo, 1 de abril de 2012

A casa

                                                                          Bosch

Até os ratos abusam de nossa fraqueza
e começam a empestar a casa
De que vale sufocá-los nos buracos
se a brasa que nos resume é muito mais ligeira

Uma coisa enorme e insana
arrasta sua cauda dentro da gente
Nem os barquinhos de papel resistem
nem bonecos de pano nem peças de dominó

Círculos se fecham uns sob os outros
e ali mesmo se quebram
Bichos e anjos se iniciam por todos os lados
e devoram tudo

4 comentários:

  1. como o fim de cem anos de solidão e o início de todos esses pequenos inquilinos rastejantes, ratos, baratas, formigas, palavras...

    ResponderExcluir
  2. Saudações quem aqui posta e quem aqui visita.
    É uma mensagem “ctrl V + ctrl C”, mas a causa é nobre.
    Trata-se da divulgação de um serviço de prestação editorial independente e distribuição de e-books de poesia & afins. Para saber mais, visitem o sítio do projeto.

    CASTANHA MECÂNICA - http://castanhamecanica.wordpress.com/

    Que toda poesia seja livre!
    Fred Caju

    ResponderExcluir
  3. Parece que jamis estamos sozinhos. E quando a casa rui, não deve ser exclusivamente por nosso descuido.

    ResponderExcluir