sexta-feira, 13 de março de 2015

Raízes

         Para quem não tem mais pátria
          talvez escrever seja a única morada

                Theodor Adorno




E me perguntam onde estou
e me perguntam onde moro
tornaram-se enfim questões delicadas
Estou morando em minhas palavras
Às vezes sede, às vezes navalha
Às vezes também girassóis e asas

Um comentário:

  1. caramba, como eu me identifiquei com esse poema...

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